Entidades apresentam a Temer propostas para a retomada do desenvolvimento do país

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB,  a Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST, e a Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais – Fesempre participaram, em conjunto com as centrais sindicais CTB; Força Sindical; Cesp; UGT; CSB e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, de reunião no Palácio do Planalto, para a entrega de propostas que foram realizadas no dia 21 de agosto,  em São Paulo. Todas as sugestões já foram encaminhadas à Presidência da República que tratará principalmente das propostas emergenciais neste primeiro momento de acordo com o presidente Michel Temer.

Temer afirmou, durante o encontro, o compromisso para a criação de uma comissão intersetorial para discutir em conjunto com representantes sindicais; empresariais; do governo; do Senado e da Câmara dos Deputados, uma agenda positiva para o incremento do nível de emprego. Temer, tal como Meirelles, apresentou números daquilo que ele considera “ganhos econômicos” atribuídos à sua gestão. “Essa foi uma reunião de trabalho extremamente produtiva e consolida o início de um ciclo de novas reuniões para a viabilização desta comissão que irá debater soluções práticas no combate ao desemprego”, avaliou.

A pauta conjunta entregue à Presidência da República estabelece a retomada do crédito; das obras públicas paralisadas; da revisão de normas do seguro-desemprego; desburocratização da administração; recuperação de passivos fiscais; renovação da frota de veículos e maquinário industrial; construção de moradias populares; e promoção do entendimento entre os agentes de petróleo, gás e energia, visando o cumprimento das normas de conteúdo local de forma a destravar os investimentos do setor e gerar demanda para os segmentos nacionais que possuem capacidade de fornecimento com custos e prazos adequados (clique AQUI e baixe a íntegra do documento).

O presidente da CSPB, João Domingos, participou da reunião que contou com a presença do ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha,  o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles,  o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira,  o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente do BNDES, Paulo Rebello de Castro, bem como demais integrantes da equipe ministerial do governo.

Para Domingos, a pauta tratada com o Temer é muito importante para a sociedade. ” Precisamos de uma resposta rápida, temos que colocar alimento na mesa dos desempregados e não podemos ficar de braços cruzados”. Preocupa-se.

João afirmou que a participação durante evento ” não” significa apoio à reforma trabalhista, ao contrário, o líder sindical enfatizou que a luta continua. ” Precisamos de mudanças antes de novembro, quando entra em vigor a lei 13.416 da CLT “Quanto mais se debate e temos pessoas envolvidas de todas as classes e setores a luta conjunta se torna mais eficiente no combate ao encolhimento da nossa economia que está gerando um saldo de 14 milhões de brasileiros desempregados, causando um rombo em nossa economia e se a sociedade não acordar vamos entrar cada vez mais num buraco maior. Temos eleições muito próximas e 2018 vai apontar os caminhos que a sociedade deseja, sem corrupção e com emprego. É o que pretendemos!”.


Moacyr Tesch (Contratuh), João Domingos (CSPB), Aldo Liberato (Fesempre), Martin (Cesp)

Reunião no Planalto

Paulo Skaff apresentou as linhas gerais das propostas encaminhadas e reafirmou a necessidade da retomada imediata de investimentos do estado como mecanismo central de estímulo ao crescimento. “Hoje, aqui, não há divergência entre nós. O que buscamos nessa oportunidade é essa união das centrais e das organizações empresariais em prol da retomada do emprego. Temos, hoje, a necessidade de administrar nossas divergências e reforçar essa necessária aliança em torno do desenvolvimento do país”, destacou o presidente da Fiesp, representante do segmento empresarial.

Os presidentes das centrais sindicais que assinaram o documento tiveram três minutos de intervenção durante o encontro.

O presidente da NCST, José Calixto Ramos, reforçou o apoio às propostas contidas no documento e destacou a necessidade de o governo trabalhar de forma equilibrada, apoiando trabalhadores e empresários, com medidas urgentes que façam com que volte a geração de empregos no País. “São cerca de 14 milhões de desempregados no Brasil. Se considerarmos que cada trabalhador ou trabalhadora tem sob sua responsabilidade mais três pessoas, teremos então 56 milhões de pessoas que não recebem nenhum tipo de salário no fim do mês, não têm poder de compra e, consequentemente, enfraquencem a economia em todas as suas áreas. Para mudar essa realidade, precisamos reativar setores importantes, como o da construção civil, com a retomada de obras públicas paradas, bem como  novas moradias populares, trazendo de volta os milhares de trabalhadores da construção”, avalia Calixto.

O dirigente também ressaltou o aumento das parcelas do seguro desemprego, medida que afirmou ser “extremamente necessária” e que precisa ser avaliada pelo governo. “Aumentar essas parcelas do seguro desemprego, criando mecanismos pra que desempregado possa ter acesso a esse importante instrumento. Esse tipo de questão o governo pode resolver através do Fundo de Amparo ao Trabalhador”, finalizou.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Adilson Araújo, reafirmou a necessidade de um grande pacto nacional a partir de um melhor diálogo entre o governo com a sociedade civil organizada e as entidades representativas de trabalhadores e empreendedores do setor produtivo. “A agenda comum torna-se urgente diante da necessidade de combater o alto nível de desemprego que nos acomete. Essa abertura de diálogo mostra a disponibilidade das representações da classe trabalhadora em propor e colaborar com soluções práticas para a superação da crise que enfrentamos”, afirmou o presidente da CTB.

Henrique Meirelles disse que ouviu com atenção as intervenções de todos os representantes. No entanto, reforçou a continuidade da política econômica do governo que, segundo ele, torna-se imprescindível para o controle inflacionário e a manutenção da tendência de queda nas taxas de juros para patamares “civilizados”, dentro dos padrões internacionais. Durante o discurso, Meirelles afirmou que os indicadores econômicos apontam para uma recente “retomada do crescimento”. O ministro aproveitou a ocasião para apresentar “resultados positivos” à partir do ajuste fiscal conduzido pelo governo. “O que precisamos é trabalhar e realizar um esforço conjunto para viabilizar um novo ciclo de desenvolvimento. Para isso, contamos o empenho de cada um de vocês para assegurar os pilares necessários para a superação dos desafios que se deparam”, reforçou o ministro da Fazenda.

por Valmir Ribeiro/Hélio de Albuquerque
edição de Grace Maciel

FONTE: SECOM CSPB
 

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