FESSP-ESP, CSPB e NCST participam de Fórum do Funcionalismo Público

Realizado na sede da CUT São Paulo, a primeira reunião ampliada do “Fórum do Funcionalismo Público” reuniu dezenas de representantes sindicais das diversas áreas do Serviço Público com o objetivo de construir uma pauta unificada no calendário de mobilização e luta dos Servidores Públicos.

A FESSP-ESP, como entidade de extrema representatividade e relevância no Funcionalismo Público do estado de São Paulo, se fez presente na figura de seus diretores Mauro de Campos, diretor de Assuntos dos Servidores Estaduais; Paulo Carvalho Catelan, diretor de Assuntos Jurídicos e Kátia Rodrigues, diretora de Assuntos da Mulher. Os diretores também representavam a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), e seu presidente João Domingos, na ocasião. A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) esteve representada pelo seu presidente da estadual (SP) Luiz Gonçalves.

A convite da Central Única dos Trabalhadores, especialistas do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) ministraram duas breves palestras, onde apresentaram análises sobre a Conjuntura Econômica e Social do Brasil nos últimos anos e sobre os impactos que as “Reformas”, propostas pelo atual Governo Federal, terão no Funcionalismo Público.

O presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, como anfitrião do evento, coordenou a mesa de debates e abriu a palavras para os sindicalistas e servidores públicos presentes. Paulo Carvalho Catelan, diretor da FESSP-ESP, disse, em sua fala, que “a ficha dos servidores públicos ainda não caiu. Eles acham que não serão afetados pelas Reformas, principalmente com a Trabalhista, mas estão muito enganados. Nós, servidores e sindicalistas, temos o dever de correr em nossas bases para exercer o nosso papel. E temos que deixar de nos acomodar em nossos sindicatos e agir. Não temos mais tempo a perder. O servidor público não tem mais tempo a perder”.

Paulo Carvalho Catelan.

Mauro de Campos, diretor da FESSP-ESP, destacou, em sua fala, que existem mais ameaças ao trabalhador que vulgarmente conhecemos. “O atual governo federal tem flertado sem pudores com o capital estrangeiro e sabemos que há projetos como o TISA (Tratado de Comércio sobre Serviços) que impactaram diretamente o serviço público e toda a sociedade. Temos que debater, também, a Justiça Fiscal e o pagamento abusivo dos juros e amortização da Dívida Pública, que tanto prejudicam o progresso do nosso país. Não podemos nos ausentar da luta e ela será árdua, pois os ataques ainda não terminaram”, destacou Mauro.

Mauro de Campos.

Como propostas do encontro, foram sugeridos:

– O mês de outubro ser considerado “Mês em Defesa do Funcionalismo Público”, com atos e audiências públicas que debaterão o Serviço Público como um todo.

– Produção de materiais explicativos (com foco no Servidor Público e no trabalhador em geral) sobre os malefícios das “reformas”.

– Grande ato em comemoração do Dia do Servidor Público e paralisação simbólica da categoria.

– Criação de um grupo de trabalho das Centrais Sindicais que debaterá e organizará as futuras agendas em defesa do Serviço Público.

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