FESSP ESP PARTICIPA DO CONGRESSO DA PSI INTERNACIONAL DE SERVIÇOS PÚBLICOS

FESSP ESP PARTICIPA DO CONGRESSO DA PSI INTERNACIONAL DE SERVIÇOS PÚBLICOS EM GENEBRA –

“O POVO ACIMA DO LUCRO”

Diretores DA FESSP-ESP, Mauro de Campos e Katia Rodrigues representaram a Delegação da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de São Paulo, no Congresso PSI – INTERNACIONAL DE SERVIÇOS PÚBLICOS, realizado no período de 30/10/2017 a 03/11/2017, em Genebra na Suiça. Os Diretores também, no conjunto, representaram a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB e a Nova Central Sindical de Trabalhadores de São Paulo – NCST-SP.

A Public Services International reúne mais de 20 milhões de trabalhadores, representados por mais de 700 sindicatos em 154 países e territórios. Na Suiça, a PSI possui três afiliados.

O Congresso contou com a presença e participação do Presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, João Domingos Gomes dos Santos, Diretores e presidentes da FENAJUD, FESISMERS, FENAFISCO, FESMEPAR, FESSERGS e FESSP-ESP que, juntamente com diversas entidades do movimento sindical formaram a Delegação Brasileira.

O Congresso apresentou como tema principal, o debate acerca do tema “O POVO ACIMA DO LUCRO”, visando reorientação das ações globais dos sindicatos e entidades representativas dos servidores públicos ante a economia globalizada, hoje sob domínio do capital financeiro, cujo propósito é o de promover o enfraquecimento da força de trabalho e o desmonte do serviço público viabilizando caminhos para privatizações, terceirizações bem como a redução dos direitos sociais no Brasil e no mundo.

O Congresso iniciou com reuniões constitucionais em 29 e 30 de outubro/2017, realizadas com os Comitês executivos regionais, o comitê das Mulheres e o Conselho Executivo, cujas reuniões não foram abertas a todos os participantes.

Foram realizadas também, reuniões com os Jovens, LGBTI e Simpósio PSI/FES, sobre a proteção aos agentes americanos que denunciaram espionagem e documentos secretos dos Estados Unidos.

O Congresso seguiu uma programação específica visando análise e aprovação do Plano de Ação da PSI para o período de 2018 a 2022, onde foram elaboradas Resoluções, Emendas, Resoluções de Emergência, Estatuto e Moções acerca da situação dos países envolvidos.

O Congresso também referendou e aprovou por aclamação, o Presidente da CSPB João Domingos Gomes dos Santos para compor em continuidade, a Executiva Mundial e Maria José, da FENAJUD, para compor o Comitê Mundial de Mulheres da Internacional de Serviços Públicos.

Dentre os temas tratados, foram realizados debates sobre privatizações, direito a saúde, futuro do emprego, serviços públicos, urbanização e sustentabilidade dos serviços públicos, serviços públicos e uma economia mundial justa, administração pública, administração pública não está à venda, O Povo e o Poder, Infraestrutura e austeridade, ato de repúdio, promessa e fim da violência contra as mulheres.

Rosa Pavanelli, Secretária Geral da ISP, após homenagens aos diversos sindicalistas falecidos discursou para os 127 países presentes sobre a história da ISP e apresentou um quadro geral do serviço público.

Destacamos a grave situação na Guatemala que persegue sindicalistas onde muitos foram mortos sem quaisquer apurações por parte das autoridades locais e nos países Árabes existem dificuldades e restrições para trabalhadores LGBTI.

Informou que a ISP vem buscando alianças e implementando lutas nas regiões contra as parcerias público privadas que não são ferramentas viáveis para melhoria das políticas públicas, onde seu papel tem sido promover privatizações e precarização dos serviços públicos. Citou a necessidade de justiça fiscal como instrumento de luta contra os tratados de livre comércio, enaltecendo e reforçando que “ precisamos criar alianças que fortaleçam nossas lutas. O trabalho junto a OIT – Organização Internacional do Trabalho é importante para criar um conjunto de normas necessárias para combate às violações das normas internacionais do trabalho.”

“ O mundo está numa encruzilhada e se não unirmos forças e não ousarmos, seremos tragados pelo capital financeiro e será muito ruim para os trabalhadores.

O Congresso encaminhou questões e os países estão vivenciando ataques frequentes ao mundo do trabalho e serviços públicos. O modelo econômico que está presente é efetivamente prejudicial aos serviços públicos e seus trabalhadores.

 

Na análise das regiões, constata-se um crescimento avançado do conservadorismo e precisamos encontrar soluções para o futuro dos povos com propostas progressistas que definam o papel coletivo dos sindicalistas.

As consequências dessas políticas estão levando o mundo para a pobreza e desequilíbrios sociais, com surgimento de atores e partidos conservadores e de extrema direita.

Temos que lutar para encaminhamentos de uma nova política para o mundo. Também foram feitos comentários e réplicas acerca da América Latina, considerada a região mais desigual do mundo.

Nas análises quanto ao Brasil, foram citados vários retrocessos, assassinatos e perseguições a ativistas, a exemplo da Guatemala e Honduras. No próprio sistema fiscal, as corporações são beneficiadas com isenções e renúncias fiscais, sistema tributário inadequado, sendo uma das principais causas dos desiquilíbrios da América Latina, onde o Brasil, novamente, é um dos principais exemplos.

É preciso encontrar novas metodologias, pensar e agir por um mundo melhor, devemos enfrentar esse quadro com mais responsabilidade pois nós trabalhadores não devemos ser meros expectadores das mudanças tecnológicas.

O futuro não é feito para nós, mas nós construímos o futuro. A tecnologia domina o futuro do trabalho e a quarta Revolução industrial irá alterar o futuro do trabalho. Mas como os sindicatos devem proceder e atuar frente as novas tecnologias: Pontos básicos: a) Assegurar direitos fundamentais aos trabalhadores; b) Praticar ações centradas no conceito de que não haverá revolução tecnológica sem as pessoas.

Quanto a gestão política e administrativa, a ISP com os resultados do Congresso, almeja alcançar objetivos concretos visando reforçar a ampliação da gestão nas Regiões e promover melhorias no aporte da infra estrutura de algumas regiões, fortalecimento do trabalho com os jovens e as questões de gênero.

Os Congressistas, apesar do empenho dos jovens, não aprovaram a criação do Comitê por questões orçamentárias. Constatou-se que o conservadorismo de direita avança em todos os setores da área pública. A educação tem que criar impactos na política de formação dos jovens.

Já, no caso das crianças, estão sendo ameaçadas por forças desconhecidas. Esse “ciber mundo permite via linguagem específica e nova, um despertar das crianças e dos jovens a bulimia, ficando expostos a todo tipo de assédios.

Aprovadas Resoluções de emergência quanto a solidariedade aos povos da Turquia e Moção da ISP para Asilado da Turquia na Suíça, acusado e suspeito de terrorismo pelas autoridades suíças.

Aprovado apoio aos sindicalistas egípcios, vítimas de perseguição pelo governo onde a ISP deve apoiar os sindicatos das violências contra os trabalhadores e sindicalistas.

Aprovada Resolução pelo apoio ao povo da palestina e região do Mena, na Africa.

Aprovada Resolução de Emergência do Brasil contra a Medida Provisória do Presidente do Brasil que retira direitos dos trabalhadores.

Aprovado Projeto de Resolução de Urgência “São Paulo Não está a Venda”.

Já, no Painel que trata da violência contra as mulheres, o Presidente da CSPB, João Domingos falou que ´´e a vez da voz das mulheres e é importante que nós, homens possamos compartilhar esta luta. “ O sindicato tem um papel importante nessa luta, visando garantir o direito e respeito as mulheres, ressaltou João Domingos.

Os Congressistas realizaram Atos e Manifestações na Praça das Nações em defesa dos direitos sindicais de todos os trabalhadores do setor público.

O Presidente João Domingos, acompanhado das Delegações da FENAJUD, FESISMERS, FESSP-ESP, FENAFISCO, FESMEPAR e FESSERGS, protocolou Moções e Denúncias junto a OIT contra o Governo Temer pela Reforma trabalhista, por ato anti sindical e desrespeito aos servidores públicos do Brasil. A ISP se declarou contrária às privatizações nos setores da Educação, cultura e toda forma de privatização nos serviços públicos.

A ISP estará encaminhando as deliberações oficiais do Congresso e estaremos publicando para conhecimento de todos os sindicatos e entidades coirmãs.

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