JUSTIÇA FISCAL E JUSTIÇA FISCAL DE GÊNERO em BUENOS AIRES

Nos dias (25/26) do mês de junho, Kátia Rodrigues, Diretora de Assuntos da Mulher e Gênero da CSPB – Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, FESSP-ESP – Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de São Paulo e NCST-SP Nova Central Sindical dos Trabalhadores do Estado de São Paulo, participou a convite da ISP – Internacional de Serviços Públicos e da FES – Fundação Friedrich Ebert Stiftung a participar do Seminário Regional de “ Justiça Fiscal e Justiça Fiscal de Gênero” realizado no Sindicato da AEFIP, Cidade de Buenos Aires, Argentina.

Na abertura, Laura Benitez ISP- Argentina coordenou os trabalhos, na mesa Gabriel Casnati, Coordenador Regional do Projeto ISP-FES, Isabel Berón, Coordenadora Comitê Nacional de Mulheres – ISP Argentina, Constantin Groll, da FES ,Verônica Montúfar, responsável pelo Mundial de Gênero – ISP, entre outros saudaram as 70 mulheres participantes ali presentes dos diversos países da América Latina, entre eles, Brasil, Argentina, Uruguai, Peru, Paraguai, Chile, Bolívia.

Os temas das palestras apresentadas foram muito debatidas entre todas, principalmente os temas: Justiça fiscal de gênero e os serviços públicos; tecnologia, comércio eletrônico e o impacto nas mulheres; arquitetura financeira tributária internacional com aspecto feminista; sistema tributário nacional e igualdade de gênero – panorama da América Latina, incluindo também a política de justiça fiscal da ISP e um vídeo/documentário apresentando o tema justiça fiscal , tributação, paraísos fiscais, evasões fiscais, violação dos direitos humanos, economia digital, entre outros.

Na delegação do Brasil, Junéia Batista, Presidente do Comitê de Mulheres da ISP- Brasil e membro do WOC Brasil, destaca a importância atualmente da Indústria Digital, as injustiças globais tributárias sobre as mulheres e a importância do repasse de informação para as bases sindicais, e que se faz necessário a discussão de gênero.

No relato de Verônica Montúfar, conclui que as políticas tributárias, são necessárias para o crescimento do Estado, e somente com elas há como garantir a justiça de gênero, pois é a mulher quem mais consome, e consequentemente a que mais arca com os tributos, e no momento que precisam do retorno do Estado, ele não tem como oferecer os serviços de qualidade.

O tema juventude também foi abordado e relacionado por Daniela Farfan Illescas, do Comitê Nacional de Jovens ISP – Argentina, mostrando a carência de recursos para os jovens, com a falta de proteção social do Estado, a não atualização dos sistemas de educação, exclusão no mercado de trabalho, tudo relacionado a falta de uma justiça fiscal justa e igualitária.

“Este tema justiça fiscal e gênero merece ser abordado com mais profundidade, e estudo pois não somente a Mulher, mas também a questão LGBTI+, são afetas de uma forma geral, independentemente de raça, e gênero. A dificuldade da compreensão de relacionar a mulher com tributação fiscal se dá, começando pela não valorização da mulher, e isto desde a revolução industrial. Nós como servidoras públicas e dirigentes sindicais precisamos debater sobre o tema e incorporar a discussão dentro dos sindicatos, federações e confederações, e sermos as pioneiras transformadoras da conscientização que se faz necessário, devido ao fluxo financeiro ilícito, e os efeitos da evasão fiscal que a cada dia afetam mais e mais mulheres no mundo, e como contribuição para este seminário sugiro a criação de um grupo de trabalho especializado em “ justiça fiscal e gênero”, começando pela ISP Brasil, e que este grupo de trabalho, com dados e pesquisas atualizadas de cada País concluindo e ampliando para as demais filiadas, sejam cruzadas as informações, permitindo assim o debate dentro de nossas bases,” conclui Kátia Rodrigues

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *