Lançada Frente Parlamentar Contra o Desmonte e a Destruição da Previdência Pública e em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora

Por iniciativa do deputado estadual Teonílio Barba, a “Frente Parlamentar Contra o Desmonte e a Destruição da Previdência Pública e em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora” foi lançada no último dia 21 de junho, na ALESP e contou com a presença de autoridades e centenas de trabalhadores. O diretor de Assuntos dos Servidores Estaduais da FESSP-ESP, Mauro de Campos, esteve presente para demonstrar o apoio da Federação à iniciativa do deputado e à causa dos trabalhadores e direitos previdenciários e trabalhistas. Desirée Sépe de Marco, presidente do SINDALESP, também usou da palavra para expressar o apoio do Sindicato dos Servidores da ALESP às ações do parlamentar que visem a defesa dos direitos dos trabalhadores.

Nota divulgada pelo deputado Teonílio Barba:

“Representar a classe trabalhadora e fazer a defesa de seus interesses é a principal bandeira do nosso mandato e para reafirmar esse compromisso, fizemos hoje, na Assembleia Legislativa de São Paulo, a instalação da Frente Parlamentar contra o desmonte da previdência e em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Fiz questão de trazer representantes de sindicatos com representação legitima junto aos trabalhadores em diferentes categorias para compor a mesa. O companheiro Aroaldo Oliveira, vice presidente do Sindicato esteve presente. Ele lembrou que nos lugares onde houve reformas trabalhistas sob o pretexto de modernização das relações de trabalho, o que de fato aconteceu foi um profundo retrocesso nos direitos dos trabalhadores.

No México, por exemplo, a terceirização foi aprovada de forma ampla e irrestrita. Ela realmente causou um impacto para a geração de empregos, no entanto o número de pessoas que vivem em situação precária só aumentou. Isso por que os salários são baixíssimos, as jornadas de trabalho extensas e os trabalhadores não tem direitos básicos garantidos. Engana-se quem pensa que a precarização acontece somente para os trabalhadores sem formação. No México a situação de precarização atinge trabalhadores em diferentes categorias e nos diferentes níveis de formação, mesmo os mais elevados.

Aroaldo ressaltou que a intenção do governo golpista de Michel Temer é bastante clara: sacrificar os direitos dos trabalhadores e assim garantir que os empresários continuem lucrando cada vez mais.

A companheira Maria Izabel Noronha, a Bebel, presidenta da Apeoesp, lembrou que o ataque aos direitos da classe trabalhadora promovidos pelo governo golpista é anterior a apresentação das reformas trabalhista e da previdência. Esse ataque começou com aprovação da PEC 55, a medida que congela os gastos do governo federal nas áreas de educação, saúde, transporte e programas sociais pelos próximos 20 anos. Quem precisa utilizar os serviços públicos é a classe trabalhadora, são os mais pobres desse país.

A situação dos trabalhadores e trabalhadoras do campo foi lembrada pelo companheiro Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM). Ele enfatizou que a reforma trabalhista impõe condições desumanas para os trabalhadores rurais, inclusive permitindo que as companheiras e companheiros do campo recebam seus salários e forma de alimento e moradia. Destacou ainda a fala lamentável de um deputado, defensor da reforma, que alegou que a população do campo não necessita de outro salário, pois alimentação e moradia estão de acordo com o modo de vida no campo.

Mas não podemos nos esquecer que a política de desenvolvimento do governo federal é a mesma defendida e implementada pelo governo tucano no estado de São Paulo. A companheira Desirré, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assembleia Legislativa de São Paulo fez um verdadeiro desabafo. Começou sua fala dizendo que ter como chefe o governador Geraldo Alkmin é uma situação muito difícil. Em momento algum ele se manifesta para fazer uma negociação ou um debate que leve em conta a qualidade dos trabalhadores. Usa a verba do imposto pago pela população paulista para ceder emendas parlamentares aos deputados que comungam de suas ideias e assim continua mantendo sua influência.

Contamos ainda com a presença da companheira Ana Nice, vereadora de São Bernardo, companheiro Josa, vereador em Diadema, Alemão Duarte, vereador em Santo André e o companheiro Paulo Bezerra, representando Vagner Freitas, presidente da CUT, que não pode estar presente e é a companheira Teresinha Vasconcelos, vereadora na cidade de Tupi Paulista.

No auditório, cerca de 400 companheiros e companheiras de diversos bairros da periferia de São Paulo e do ABC, além de representantes de sindicatos acompanhavam atentamente ao debate. Juntos, assumimos o compromisso de continuar lutando contra o governo golpista, em defesa da democracia e sobretudo contra a retirada de direitos da classe trabalhadora.”

Fonte: Imprensa Teonílio Barba

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