{"id":7059,"date":"2019-11-15T10:03:34","date_gmt":"2019-11-15T13:03:34","guid":{"rendered":"http:\/\/comuniquefacil.com.br\/1\/?p=7059"},"modified":"2019-11-15T10:03:34","modified_gmt":"2019-11-15T13:03:34","slug":"contra-a-privatizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/?p=7059","title":{"rendered":"Contra a Privatiza\u00e7\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p>Diretores da Fessp-Esp participam de audi\u00eancia p\u00fablica contra a privatiza\u00e7\u00e3o do sistema prisional paulista<\/p>\n<p>O presidente da Fessp-Esp, Lineu Neves Mazano e a diretora da Mulher, K\u00e1tia Rodrigues participaram da audi\u00eancia p\u00fablica, na Alesp, no \u00faltimo dia 13 de novembro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-7060\" src=\"http:\/\/comuniquefacil.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/1573779636-1024x260.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/fessp-esp.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/1573779636-1024x260.jpg 1024w, https:\/\/fessp-esp.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/1573779636-300x76.jpg 300w, https:\/\/fessp-esp.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/1573779636-768x195.jpg 768w, https:\/\/fessp-esp.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/1573779636.jpg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>In\u00eas Ferreira<\/p>\n<p>Os pres\u00eddios privados norte-americanos n\u00e3o geram economia de dinheiro, n\u00e3o s\u00e3o mais seguros, n\u00e3o d\u00e3o tratamento melhor para os presos e n\u00e3o reabilitam melhor. Resumindo: &#8211; as privatiza\u00e7\u00f5es das pris\u00f5es norte-americanas n\u00e3o funcionam.&nbsp; A afirma\u00e7\u00e3o foi feita durante a Audi\u00eancia P\u00fablica contra a Privatiza\u00e7\u00e3o do Sistema Prisional, por Wayne Spence, presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Funcion\u00e1rios P\u00fablicos de New York, entidade que agrega 52 mil servidores.<\/p>\n<p>Spence fez um relato hist\u00f3rico sobre a guerra civil americana e a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos para explicar a origem do encarceramento de negros nos EUA. Segundo ele, com o fim da escravid\u00e3o muitos negros eram presos porque n\u00e3o tinham emprego. Assim teve in\u00edcio o sistema industrial de pris\u00e3o norte-americana, fazendo com que o pa\u00eds se tornasse o n\u00famero 1 de encarceramento no mundo, onde 34% da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria s\u00e3o compostas por negros.<\/p>\n<p>O estado de Louisiania, que tem a maior popula\u00e7\u00e3o negra dos EUA, abriga a maior empregadora de presos do pa\u00eds. Essas empresas passaram a usar a m\u00e3o-de-obra barata dos presos, principalmente em planta\u00e7\u00f5es e depois levaram essa ideia para outros estados.<\/p>\n<p>\u201cO governo de S\u00e3o Paulo quer trazer esse pensamento industrial para o Brasil?\u201d, &nbsp;perguntou Spencer.<\/p>\n<p>\u201cA experi\u00eancia que tiveram na Amaz\u00f4nia demonstra que n\u00e3o d\u00e1 certo. Porque tomar esse caminho?\u201d, questionou o sindicalista.<\/p>\n<p>Neg\u00f3cio lucrativo<\/p>\n<p>A norte-americana, Elizabeth Parizian, diretora da Americam Federation &nbsp;of &nbsp;Teachers (AFT) tamb\u00e9m n\u00e3o poupou criticas as privatiza\u00e7\u00f5es de pris\u00f5es feitas nos EUA.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas privadas tem um papel importante na taxa de encarceramento do pa\u00eds. As empresas controlam a maior parte dos pres\u00eddios h\u00e1 cerca de 30 anos e n\u00e3o economizam dinheiro e nem geram seguran\u00e7a\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Conforme a sindicalista o alcance dessas empresas \u00e9 maior do que se pode imaginar. Al\u00e9m das que gerenciam as pris\u00f5es, mais quatro mil empresas trabalham para o sistema prisional oferecendo servi\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o, transporte, sa\u00fade, telefonia e v\u00eddeo.<\/p>\n<p>\u201cUm neg\u00f3cio lucrativo que interessa para executivos e acionistas\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de direitos<\/p>\n<p>De acordo com Elizabeth, se o governo j\u00e1 oferece esse servi\u00e7o por baixo custo, como pode uma empresa privada oferecer por um pre\u00e7o ainda menor? &nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEles conseguem porque reduzem os servi\u00e7os oferecidos, reduzem o pagamento dos presos que trabalham, cortam servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o profissional dos presos e reduzem direitos b\u00e1sicos, como alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade\u201d, respondeu.<\/p>\n<p>Para conseguir se manter no mercado, a sindicalista afirmou que as empresas influenciam na aprova\u00e7\u00e3o de leis, fazem doa\u00e7\u00f5es para campanhas pol\u00edticas, trabalham pelo aumento de penas para que mais pessoas sejam presas e aumentam a taxa de encarceramento.<\/p>\n<p>\u201c As duas maiores empresas doaram 200 milh\u00f5es de d\u00f3lares para a festa de posse de Donald Trump\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Conforme Elizabeth seria esse o motivo de Trump implementar &nbsp;a mais dura pol\u00edtica de imigra\u00e7\u00e3o &nbsp;da hist\u00f3ria americana \u2013 para aumentar o n\u00famero de encarcerados.<\/p>\n<p>Preju\u00edzos<\/p>\n<p>Segundo ela, dados apontam que nas pris\u00f5es privadas est\u00e3o maiores os \u00edndices de fuga, de contrabando, de uso de drogas e de ataque de presos a trabalhadores, al\u00e9m de custarem mais que os pres\u00eddios p\u00fabicos.<\/p>\n<p>Essas empresas acabam gerando mais problemas de seguran\u00e7a, que acabam tendo que ser resolvidos pelos servi\u00e7os p\u00fablicos, al\u00e9m dos casos de ataques aos direitos humanos que geram processo que s\u00e3o pagos pelo estado.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos esquecer que quanto pior o impacto negativo nas pris\u00f5es, pior \u00e9 para os trabalhadores e a comunidade. A condi\u00e7\u00e3o de vida de um prisioneiro reflete na condi\u00e7\u00e3o de vida do trabalhador\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Audi\u00eancia<\/p>\n<p>As falas dos norte-americanos na audi\u00eancia foram ouvidas por diversos deputados estaduais e um federal (Capit\u00e3o Wagner -Pros). A audi\u00eancia foi solicitada pelo deputado estadual, Carlos Giannazi (PSOL) e contou com a participa\u00e7\u00e3o do presidente do SINDCOP, Gilson Pimentel Barreto, representante da Ordem dos&nbsp; Advogados do Brasil de S\u00e3o Paulo (OAB \u2013SP) Rafael Cust\u00f3dio, Denise Mota Dau secret\u00e1ria da sub regional do Brasil da ISP (Internacional de Servi\u00e7os P\u00fablicos), o presidente da Fessp-Esp (Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos dos Servidores P\u00fablicos no Estado de S\u00e3o Paulo), Lineu Neves Mazano e da presidente do Sindicato dos Psic\u00f3logos do Estado de S\u00e3o Paulo, Fernanda Magano.<\/p>\n<p>A audi\u00eancia p\u00fablica foi solicitada ao deputado pelo SINDCOP&nbsp; e fez parte da continuidade do Semin\u00e1rio Internacional Estados Unidos e Brasil &#8211; Garantia de Direitos e sistema Prisional P\u00fablico: \u00c9 poss\u00edvel Manter?<\/p>\n<p>\u201cOs debates e as participa\u00e7\u00f5es foram de alto n\u00edvel. Agora o governador Jo\u00e3o Doria n\u00e3o poder\u00e1 mais usar os EUA como exemplo quando falar em privatiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o queremos importar uma bomba dessas para nosso Estado e para nosso pa\u00eds\u201d, disse o concluiu o SINDCOP.<\/p>\n<p>\u201cA experi\u00eancia que tiveram na Amaz\u00f4nia demonstra que n\u00e3o d\u00e1 certo. Por que tomar esse caminho?\u201d<\/p>\n<p>Os pres\u00eddios privados norte-americanos n\u00e3o geram economia de dinheiro, n\u00e3o s\u00e3o mais seguros, n\u00e3o d\u00e3o tratamento melhor para os presos e n\u00e3o reabilitam melhor. Resumindo: &#8211; as privatiza\u00e7\u00f5es das pris\u00f5es norte-americanas n\u00e3o funcionam. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita durante a Audi\u00eancia P\u00fablica contra a Privatiza\u00e7\u00e3o do Sistema Prisional, por Wayne Spence, presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Funcion\u00e1rios P\u00fablicos de New York, entidade que agrega 52 mil servidores.<br \/>\nSpence fez um relato hist\u00f3rico sobre a guerra civil americana e a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos para explicar a origem do encarceramento de negros nos EUA. Segundo ele, com o fim da escravid\u00e3o muitos negros eram presos porque n\u00e3o tinham emprego. Assim teve in\u00edcio o sistema industrial de pris\u00e3o norte-americana, fazendo com que o pa\u00eds se tornasse o n\u00famero 1 de encarceramento no mundo, onde 34% da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria s\u00e3o compostas por negros.<br \/>\nO estado de Louisiania, que tem a maior popula\u00e7\u00e3o negra dos EUA, abriga a maior empregadora de presos do pa\u00eds. Essas empresas passaram a usar a m\u00e3o-de-obra barata dos presos, principalmente em planta\u00e7\u00f5es e depois levaram essa ideia para outros estados.<br \/>\n\u201cO governo de S\u00e3o Paulo quer trazer esse pensamento industrial para o Brasil?\u201d, perguntou Spencer.<br \/>\n\u201cA experi\u00eancia que tiveram na Amaz\u00f4nia demonstra que n\u00e3o d\u00e1 certo. Porque tomar esse caminho?\u201d, questionou o sindicalista.<br \/>\nNeg\u00f3cio lucrativo<br \/>\nA norte-americana, Elizabeth Parizian, diretora da Americam Federation of Teachers (AFT) tamb\u00e9m n\u00e3o poupou criticas as privatiza\u00e7\u00f5es de pris\u00f5es feitas nos EUA.<br \/>\n\u201cAs empresas privadas tem um papel importante na taxa de encarceramento do pa\u00eds. As empresas controlam a maior parte dos pres\u00eddios h\u00e1 cerca de 30 anos e n\u00e3o economizam dinheiro e nem geram seguran\u00e7a\u201d, disse ela.<br \/>\nConforme a sindicalista o alcance dessas empresas \u00e9 maior do que se pode imaginar. Al\u00e9m das que gerenciam as pris\u00f5es, mais quatro mil empresas trabalham para o sistema prisional oferecendo servi\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o, transporte, sa\u00fade, telefonia e v\u00eddeo.<br \/>\n\u201cUm neg\u00f3cio lucrativo que interessa para executivos e acionistas\u201d, disse ela.<br \/>\nRedu\u00e7\u00e3o de direitos<br \/>\nDe acordo com Elizabeth, se o governo j\u00e1 oferece esse servi\u00e7o por baixo custo, como pode uma empresa privada oferecer por um pre\u00e7o ainda menor?<br \/>\n\u201cEles conseguem porque reduzem os servi\u00e7os oferecidos, reduzem o pagamento dos presos que trabalham, cortam servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o profissional dos presos e reduzem direitos b\u00e1sicos, como alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade\u201d, respondeu.<br \/>\nPara conseguir se manter no mercado, a sindicalista afirmou que as empresas influenciam na aprova\u00e7\u00e3o de leis, fazem doa\u00e7\u00f5es para campanhas pol\u00edticas, trabalham pelo aumento de penas para que mais pessoas sejam presas e aumentam a taxa de encarceramento.<br \/>\n\u201c As duas maiores empresas doaram 200 milh\u00f5es de d\u00f3lares para a festa de posse de Donald Trump\u201d, afirmou.<br \/>\nConforme Elizabeth seria esse o motivo de Trump implementar a mais dura pol\u00edtica de imigra\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria americana \u2013 para aumentar o n\u00famero de encarcerados.<br \/>\nPreju\u00edzos<br \/>\nSegundo ela, dados apontam que nas pris\u00f5es privadas est\u00e3o maiores os \u00edndices de fuga, de contrabando, de uso de drogas e de ataque de presos a trabalhadores, al\u00e9m de custarem mais que os pres\u00eddios p\u00fabicos.<br \/>\nEssas empresas acabam gerando mais problemas de seguran\u00e7a, que acabam tendo que ser resolvidos pelos servi\u00e7os p\u00fablicos, al\u00e9m dos casos de ataques aos direitos humanos que geram processo que s\u00e3o pagos pelo estado.<br \/>\n\u201cN\u00e3o podemos esquecer que quanto pior o impacto negativo nas pris\u00f5es, pior \u00e9 para os trabalhadores e a comunidade. A condi\u00e7\u00e3o de vida de um prisioneiro reflete na condi\u00e7\u00e3o de vida do trabalhador\u201d, disse ela.<br \/>\nAudi\u00eancia<br \/>\nAs falas dos norte-americanos na audi\u00eancia foram ouvidas por diversos deputados estaduais e um federal (Capit\u00e3o Wagner -Pros). A audi\u00eancia foi solicitada pelo deputado estadual, Carlos Giannazi (PSOL) e contou com a participa\u00e7\u00e3o do presidente do SINDCOP, Gilson Pimentel Barreto, representante da Ordem dos Advogados do Brasil de S\u00e3o Paulo (OAB \u2013SP) Rafael Cust\u00f3dio, Denise Mota Dau secret\u00e1ria da sub regional do Brasil da ISP (Internacional de Servi\u00e7os P\u00fablicos), o presidente da Fessp-Esp (Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos dos Servidores P\u00fablicos no Estado de S\u00e3o Paulo), Lineu Neves Mazano e da presidente do Sindicato dos Psic\u00f3logos do Estado de S\u00e3o Paulo, Fernanda Magano.<br \/>\nA audi\u00eancia p\u00fablica foi solicitada ao deputado pelo SINDCOP e fez parte da continuidade do Semin\u00e1rio Internacional Estados Unidos e Brasil &#8211; Garantia de Direitos e sistema Prisional P\u00fablico: \u00c9 poss\u00edvel Manter?<br \/>\n\u201cOs debates e as participa\u00e7\u00f5es foram de alto n\u00edvel. Agora o governador Jo\u00e3o Doria n\u00e3o poder\u00e1 mais usar os EUA como exemplo quando falar em privatiza\u00e7\u00e3o. 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