{"id":7831,"date":"2020-06-26T16:01:01","date_gmt":"2020-06-26T19:01:01","guid":{"rendered":"http:\/\/comuniquefacil.com.br\/1\/?p=7831"},"modified":"2020-06-26T16:01:01","modified_gmt":"2020-06-26T19:01:01","slug":"stf-proibe-reducao-de-salario-de-servidor-por-estados-e-municipios-para-adequar-despesas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/?p=7831","title":{"rendered":"STF pro\u00edbe redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio de servidor por estados e munic\u00edpios para adequar despesas"},"content":{"rendered":"<p id=\"article_date\">Ontem, 08:49:22<\/p>\n<hr class=\"style10\">\n<div class=\"article-fullnews-figure\">\n<p><em>Redu\u00e7\u00e3o salarial tempor\u00e1ria est\u00e1 na Lei de Responsabilidade Fiscal, mas previs\u00e3o est\u00e1 suspensa desde 2002 pelo STF. Ministros analisaram a\u00e7\u00f5es que questionavam a lei.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cspb.org.br\/UserFiles\/Image\/stf(15).jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><br \/>\n<em><strong>STF pro\u00edbe redu\u00e7\u00e3o de jornada e sal\u00e1rio de servidores municipais e estaduais<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O&nbsp;Supremo Tribunal Federal&nbsp;(<strong>STF<\/strong>) decidiu nesta quarta-feira (24), por maioria de votos, proibir a redu\u00e7\u00e3o de jornada e de sal\u00e1rio de servidores por estados e munic\u00edpios quando os gastos com pessoal ultrapassarem o teto de 60% da Receita Corrente L\u00edquida (<strong>RCL<\/strong>). O limite \u00e9 previsto em lei.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o salarial tempor\u00e1ria est\u00e1 prevista na&nbsp;Lei de Responsabilidade Fiscal&nbsp;(<strong>LRF<\/strong>), mas est\u00e1 suspensa desde 2002 pelo pr\u00f3prio Supremo pela possibilidade de ferir a Constitui\u00e7\u00e3o. Nesta semana, a Corte retomou a an\u00e1lise de a\u00e7\u00f5es que questionavam diversos dispositivos da lei.<\/p>\n<p>Os ministros entenderam que a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de carga hor\u00e1ria e de sal\u00e1rios fere o princ\u00edpio constitucional de irredutibilidade, contrariando a demanda de estados e munic\u00edpios que ultrapassam o limite legal.<\/p>\n<p>A maioria dos ministros seguiu o voto de&nbsp;Edson Fachin, que divergiu do relator,&nbsp;Alexandre de Moraes. O julgamento foi retomado com o voto do ministro&nbsp;Celso de Mello, que tamb\u00e9m acompanhou o relator.<br \/>\nPara Moraes, a redu\u00e7\u00e3o salarial conforme a LRF \u00e9 uma &#8220;f\u00f3rmula tempor\u00e1ria&#8221; para garantir que o trabalhador n\u00e3o perca definitivamente o cargo.<\/p>\n<p>\u201cA temporariedade da medida e a finalidade maior de preserva\u00e7\u00e3o do cargo est\u00e3o a meu ver em absoluta conson\u00e2ncia com o princ\u00edpio da razoabilidade e da efici\u00eancia\u201d, afirmou o relator.<\/p>\n<p>Fachin, contudo, entendeu que n\u00e3o se pode flexibilizar a previs\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o somente para gerar efeitos menos danosos ao governante, que tamb\u00e9m tem a possibilidade de demitir servidores est\u00e1veis se n\u00e3o conseguir cumprir o teto previsto em lei.<\/p>\n<p>Votaram nesse sentido Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Marco Aur\u00e9lio Mello e Celso de Mello.<\/p>\n<p>Quando o comprometimento de gasto com pessoal atinge 54% da receita corrente l\u00edquida, o estado j\u00e1 est\u00e1 em limite de alerta \u2013 e deveria tomar medidas para conter o crescimento dessa despesa.<\/p>\n<p><strong>Limite<\/strong><br \/>\nO Supremo decidiu tamb\u00e9m que o Poder Executivo n\u00e3o pode limitar o or\u00e7amento de outros poderes (Legislativo e Judici\u00e1rio, al\u00e9m de Minist\u00e9rio P\u00fablico e Defensoria P\u00fablica) quando a arrecada\u00e7\u00e3o n\u00e3o atingir as expectativas.<\/p>\n<p>O ministro Alexandre de Moraes entendeu que essa interfer\u00eancia do Executivo \u00e9 inconstitucional e que a norma fere a autonomia das institui\u00e7\u00f5es e a separa\u00e7\u00e3o de poderes. \u201cEssas autonomias s\u00e3o instrumentos para a perpetuidade independente e harm\u00f4nica dos poderes de estado\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Votaram com Alexandre de Moraes os ministros Rosa Weber, C\u00e1rmen L\u00facia, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Celso de Mello.<\/p>\n<p><strong>Votos<\/strong><\/p>\n<p>Saiba como cada ministro do STF votou sobre a redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio e de jornada por estados:<\/p>\n<p><strong>Votos dos ministros<\/strong><br \/>\nAo apresentar o voto nesta quarta, o ministro&nbsp;<strong>Celso de Mello<\/strong>&nbsp;defendeu que as normas que previam a redu\u00e7\u00e3o de jornada e de sal\u00e1rios &#8220;inovaram&#8221; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, &#8220;fazendo recair sobre os agentes estatais todo o \u00f4nus decorrente da falta de programa\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de administra\u00e7\u00e3o do Estado&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso enfatizar que a garantia da irredutibilidade de vencimentos reflete important\u00edssima conquista jur\u00eddico-social, que cumpre n\u00e3o ignorar, outorgada pela vigente Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica a todos os servidores p\u00fablicos, em ordem a dispensar-lhes especial prote\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter financeiro contra eventuais a\u00e7\u00f5es unilaterais do Estado&#8221;, argumentou.<\/p>\n<p>Os demais ministros j\u00e1 haviam apresentado os votos na sess\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>\u00daltimo a votar,&nbsp;<strong>Dias Toffoli<\/strong>&nbsp;prop\u00f4s que a redu\u00e7\u00e3o de jornada e de vencimentos s\u00f3 pudesse ser aplicada ap\u00f3s a ado\u00e7\u00e3o das medidas exigidas pela Constitui\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ando primeiramente os servidores n\u00e3o est\u00e1veis e, somente persistindo a necessidade de adequa\u00e7\u00e3o ao limite com despesas de pessoal, seria aplicada ao servidor est\u00e1vel.<\/p>\n<p>O relator das a\u00e7\u00f5es, ministro&nbsp;<strong>Alexandre de Moraes<\/strong>, votou a favor da redu\u00e7\u00e3o. Segundo Moraes, a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria salarial seria uma &#8220;f\u00f3rmula tempor\u00e1ria&#8221; para garantir que o trabalhador n\u00e3o perca definitivamente o cargo.<\/p>\n<p>Para o ministro, a demiss\u00e3o seria muito mais danosa para o servidor porque o cargo seria extinto e, caso o poder p\u00fablico melhorasse sua arrecada\u00e7\u00e3o, somente poderia fazer novo concurso p\u00fablico em quatro anos e o mesmo trabalhador n\u00e3o teria trabalho assegurado.<\/p>\n<p>O relator foi acompanhado pelo ministro&nbsp;<strong>Lu\u00eds Roberto Barroso<\/strong>, que disse que o Estado brasileiro \u201cest\u00e1 vivendo para pagar sal\u00e1rios\u201d. \u201cO Estado vai precisar ser enxugado e haver\u00e1 v\u00edtimas colaterais nesse processo. \u00c9 melhor ter uma redu\u00e7\u00e3o da jornada e da remunera\u00e7\u00e3o do que perder o cargo. \u00c9 uma provid\u00eancia menos gravosa\u201d, declarou o ministro.<\/p>\n<p>O ministro&nbsp;<strong>Edson Fachin<\/strong>&nbsp;foi o primeiro a discordar do relator e votou a favor de impedir a redu\u00e7\u00e3o de jornada e sal\u00e1rio de servidores. Ele afirmou que a Constitui\u00e7\u00e3o assegura a irredutibilidade de sal\u00e1rio.<br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o do ministro, n\u00e3o se pode flexibilizar a previs\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o somente para gerar efeitos menos danosos ao governante, que tamb\u00e9m tem a possibilidade de demitir servidores est\u00e1veis se n\u00e3o conseguir cumprir o teto previsto em lei.<\/p>\n<p>\u201cEntendo que n\u00e3o cabe flexibilizar mandamento constitucional para tomar, inclusive, decis\u00f5es dif\u00edceis\u201d, afirmou Fachin.<\/p>\n<p>A ministra&nbsp;<strong>Rosa Weber<\/strong>, que divergiu, destacou que a Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe a redu\u00e7\u00e3o salarial e tamb\u00e9m n\u00e3o prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria. Por isso, na avalia\u00e7\u00e3o da ministra, o trecho da Lei de Responsabilidade Fiscal que permite a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 inconstitucional.<\/p>\n<p>A ministra&nbsp;<strong>C\u00e1rmen L\u00facia<\/strong>&nbsp;deu o terceiro voto contra permitir a redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio. Ela tamb\u00e9m entendeu que a Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe a redu\u00e7\u00e3o salarial do trabalhador. Segundo a ministra, o poder p\u00fablico pode alterar a jornada, mas nunca reduzir o sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>O ministro&nbsp;<strong>Ricardo Lewandowski<\/strong>&nbsp;afirmou que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o previu a redu\u00e7\u00e3o de vencimentos e jornada. Ele acompanhou o entendimento do ministro Edson Fachin. \u201cN\u00e3o se trata de quest\u00e3o de escolha pessoal, se trata de escolha feita pela escolha do constituinte. A n\u00f3s cabe interpretar a lei conforme a Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, disse o ministro.<br \/>\n<strong>Gilmar Mendes<\/strong>&nbsp;acompanhou o relator argumentando que, &#8220;se a Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea medida mais dr\u00e1stica, \u00e9 permitido que legislador estabele\u00e7a solu\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria em momentos de crise&#8221;.<br \/>\nEm seguida,&nbsp;<strong>Luiz Fux<\/strong>&nbsp;afirmou que o custo do corte de sal\u00e1rios e carga hor\u00e1ria de servidores \u00e9 viver um per\u00edodo de greves. &#8220;O Estado deve relocar seus recursos e n\u00e3o fazer que isso recaia sobre servidor p\u00fablico&#8221;, defendeu.<br \/>\nO voto do ministro&nbsp;<strong>Marco Aur\u00e9lio Mello<\/strong>&nbsp;formou maioria para a proibi\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da jornada de trabalho e do sal\u00e1rio quando o poder p\u00fablico superar o teto de gastos com pessoal.<\/p>\n<p><em>Fonte:&nbsp;<strong>Portal G1<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"fb-comments fb_iframe_widget fb_iframe_widget_fluid_desktop\" data-href=\"http:\/\/www.cspb.org.br\/news\/..\/fullnews.php?id=23652_25-06-2020_stf-pro-be-redu-o-de-sal-rio-de-servidor-por-estados-e-munic-pios-para-adequar-despesas\" data-width=\"620\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem, 08:49:22 Redu\u00e7\u00e3o salarial tempor\u00e1ria est\u00e1 na Lei de Responsabilidade Fiscal, mas previs\u00e3o est\u00e1 suspensa desde 2002 pelo STF. Ministros<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7832,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7831","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7831","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7831"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7831\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7833,"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7831\/revisions\/7833"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7832"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fessp-esp.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}