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Sindicalização fica estável em 2025, mas segue abaixo do período anterior à reforma trabalhista

Trabalhadores promovem ato em São Paulo, no 1 de Maio, Dia do Trabalhador. Foto: Portal Vermelho/Reprodução.

Dados do IBGE mostram que 9,1 milhões de trabalhadores estavam associados a sindicatos no ano passado; índice é de 8,8% da população ocupada

A taxa de sindicalização no Brasil ficou praticamente estável em 2025, passando de 8,9% em 2024 para 8,8% no ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram destacados em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (23).

De acordo com o levantamento, 9,1 milhões de trabalhadores estavam associados a sindicatos em 2025. O número representa uma redução de 36,7% em relação a 2012, primeiro ano da série histórica, quando havia 14,4 milhões de trabalhadores sindicalizados. A taxa registrada em 2025 também permanece abaixo dos índices observados antes da reforma trabalhista de 2017.

Um dos principais pontos do levantamento é a diferença entre as faixas etárias. Entre trabalhadores de 18 a 24 anos, a taxa de sindicalização foi de apenas 3,7% em 2025. Na faixa de 25 a 39 anos, o índice chegou a 7,9%. Já entre os trabalhadores de 40 a 59 anos, a taxa foi de 11,1%, enquanto entre aqueles com 60 anos ou mais alcançou 10,8%.

O levantamento também mostra diferenças importantes de acordo com a atividade profissional. Entre os setores analisados, a maior taxa de sindicalização foi registrada na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7%, seguida pelo grupamento que inclui a administração pública, com 14,6%. No outro extremo, os serviços domésticos apresentaram taxa de 2,5%.

Para especialistas, diversos fatores podem ajudar a explicar a redução da sindicalização, entre eles as mudanças provocadas pela reforma trabalhista, novas formas de organização do mercado de trabalho e questões relacionadas à representatividade sindical. Pesquisadores também apontam outros fatores possíveis, como a flexibilização das relações de trabalho e o crescimento de atividades realizadas por meio de aplicativos.

Os dados colocam em evidência um dos principais desafios atuais do movimento sindical: ampliar a participação dos trabalhadores, especialmente entre as novas gerações, em um mercado de trabalho que passa por profundas transformações.

Leia a reportagem completa e consulte o estudo. Clique aqui.

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