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Reconhecimento da Polícia Penal precisa vir acompanhado de valorização, alerta diretor da Fessp-Esp

Para Magno Cirino, diretor da Federação, a valorização da Polícia Penal precisa vir com investimentos concretos nas condições de trabalho da categoria. Foto: Ministério da Justiça e Segurança Pública/Reprodução.

O reconhecimento da Polícia Penal do Estado de São Paulo, evidenciado pela participação no IV Encontro Nacional das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), realizado entre 23 e 25 de junho de 2026, em Foz do Iguaçu (PR), representa um avanço institucional relevante. No entanto, esse protagonismo só terá efeito duradouro se vier acompanhado de investimentos concretos nas condições de trabalho dos policiais penais.

O evento reuniu representantes das Polícias Federal, Civil, Militar, Penal, Rodoviária Federal, Guardas Municipais e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. Na ocasião, o diretor-geral da Polícia Penal Paulista, Rodrigo Santos Andrade, apresentou a palestra “Situação carcerária paulista e integração da Polícia Penal no programa FICCO”.

Apesar da visibilidade conquistada, Magno Alexandre Freire Cirino, Diretor de Saúde e Segurança do Trabalho da Fessp-Esp (Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de São Paulo), ressalta que a realidade cotidiana da categoria ainda é marcada por graves desafios: déficit de efetivo, sobrecarga nos plantões, ausência de uma estrutura própria de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e defasagem salarial.

“O fortalecimento da Polícia Penal não pode ser medido apenas pela participação em grandes eventos ou pelo reconhecimento institucional. A valorização da categoria começa com condições adequadas de trabalho, proteção à saúde do servidor, recomposição do efetivo e remuneração compatível com a responsabilidade da função”, afirma Cirino.

Para ele, a eficiência do sistema prisional depende diretamente da valorização dos profissionais que o sustentam.

“Nenhuma política pública de segurança será plenamente eficaz se aqueles que garantem diariamente a custódia da população carcerária continuarem trabalhando sob elevada sobrecarga e sem a estrutura necessária para preservar sua saúde e sua segurança”, conclui.

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